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domingo, 22 de maio de 2011

A Evolução da "latinha" de cerveja

A primeira lata de cerveja da história





Em 1935 foi lançada nos Estados Unidos a primeira lata de cerveja do mundo, uma Krueger. Cilíndrica, como as latas de conserva de alimentos, precisava ser aberta com abridor de corte ou receber dois furos grandes para ser consumida. Atento à conveniência do consumidor, mais tarde o fabricante substituiu-a por uma lata com abertura tipo crown, como a das garrafas de vidro.









 


 
A latinha brasileira


         As primeiras latas para bebidas foram fabricadas no Brasil em folhas de flandres (chapas metálicas feitas de ferro e uma pequena parte de estanho ou cromo) na Metalúrgica Matarazzo, a pedido da Skol Internacional Beer, em 1968, (figura 7), hoje Skol Cerveja Pilsen. A idéia era abastecer mercados distantes da Capital de São Paulo.

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As Latas de Flandres e Seus Fabricantes no Brasil

         As latas confeccionadas em folha de flandres (latão ou ferro, como são comumente chamadas), foram as primeiras produzidas pela industria de embalagens para envasamento de cervejas e refrigerantes.

         No Brasil as latas de flandres começaram a aparecer em 1971, a primeira lata de cerveja produzida foi feita para a Cervejaria Skol seguindo um padrão visual muito próximo da lata produzida para a cerveja Skol canadense. Acredito que o design da lata derivou deste "modelo".

         Existiram apenas duas fábricas de latas para cervejas e refrigerantes no Brasil, a Metalúrgica Matarazzo e a Rheen.

         O processo produtivo consistia em várias etapas, que podem ser divididas em cinco diferentes fases. O corte da chapa, a estampagem da marca da bebida, o seu calandramento (enrolamento), a prensagem do fecho e finalmente a colocação da tampa. O seu fundo era colocado após o envase, na cervejaria.

         As cervejarias definiam o layout da lata após o recebimento de amostras, que eram feitas primeiramente em papelão colado em volta de uma lata e apresentadas para eventuais correções. Posteriormente a cervejaria indicava qual desenho deveria ser estampado em suas latas e a mesma era estampada pelo fabricante de latas em uma chapa que era novamente encaminhada a cervejaria para prova final (figura 7A). Aprovada a lata e feita a encomenda, o fabricante de latas passava a produzir em escala comercial. De tempos em tempos ocorriam modificações no texto, desenho ou algo no texto, o que os colecionadores passa a ser um detalhe importante a ser considerado na coleção.
7A

         Existem colecionadores que também consideram as mudanças acontecidas nas tampas das latas, que também tinham "identidade própria", haja vista que cada fabricante produzia seu modelo de tampas e as mesmas já saiam da fabrica afixadas nas latas. Houve poucas modificações nos modelos de tampas produzidas pelas metalúrgicas, as tampas conhecidas são:

        - Da metalúrgica Rheen: todas as tampas são estampadas com o texto "Levante e Puxe" de um lado e "Lift Ring-Pull" do outro em alto relevo. Ocorreu apenas uma alteração no formato do rebaixo feito para dar acesso ao "puxador" que depois de um certo tempo perdeu o desenho de uma ferradura (figura 8) e passou a ser circular (figura 9). Para envase de cervejas sempre foi produzida na cor dourada, e para outras bebidas também na cor prata.

        - Da Metalúrgica Matarazzo: Todas as tampas tem seu texto estampado em baixo relevo, e foram utilizadas mais variações de texto. Existe um modelo com o texto "Lift Ring-Pull" escrito dos dois lados que eu só encontrei nas latas da Skol International de 340ml (figura 10). Outro modelo com o mesmo texto em espanhol, encontrado nas latas produzidas pela MM para paí­ses da América do Sul e México (figura 11). Para o mercado brasileiro existem dois modelos, um com o texto em português e inglês (figura 12) e outro com o texto em português somente, esse muito raro. A partir de determinada data as tampas da MM passaram a conter a inscrição "Pat. Def." obviamente mencionando que o sistema de abertura de sua tampa era patenteado. A MM produziu suas tampas nas cores dourada e prateada, sendo mais comum sua utilização dourada nas cervejas e prateada nas outras bebidas, porém com exceções.

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         Sobre o fecho das latas, foram utilizados modelos distintos pelas metalúrgicas, sendo que a Rheen utilizou três tipos de fecho, que são:

        - O que foi "alcunhado" de "barra grega" pelo colecionador Cid Gonçalves, por sua semelhança com a referida forma geométrica, sem dúvida o mais comum e caracterí­stico dessa metalúrgica (figura 13).

        - O fecho "ponteado", caracterizado pela marca de algumas "batidas" somente na região da costura, que foi utilizado por essa metalúrgica somente em duas versões produzidas pela mesma (até onde sei, somente uma Inglesinha e uma Brahma Chopp preta possuem este tipo de fecho ponteado) (figura 14).

        - O fecho "colado", caracterizado pela prensagem estreita do fecho, que dava um aspecto melhor as latas, economizava material, vista que dispensava a aplicação de uma camada de tinta sobre a soldagem para evitar a oxidação, e ainda proporcionava uma maior área para impressão do rótulo (figura 15). A Metalúrgica Matarazzo também produziu uma versão semelhante, porém com a colagem um pouco mais larga (figura 16). Além dessa versão a Matarazzo produziu somente a versão "ponteada", semelhante a  versão da Rheen (figura 17).

13    14    15    16     17

         Quanto à forma de identificação da Metalúrgica responsável pela produção das latas, a Rheen utilizou-se de dois diferentes logotipos, semelhantes em sua forma, porém um deles com o fundo "vazado", que era impresso utilizando-se de uma das cores utilizadas na confecção da lata e o outro com o fundo dourado. Já a MM utilizou-se de três diferentes "logos", o primeiro com a inscrição M.M.S.A. , o segundo com a inscrição M.M.S/A e o terceiro somente com MM dentro de um cí­rculo. A cor da impressão do logotipo nas latas da MM variava conforme as cores utilizadas pela fábrica na confecção das latas.

        As últimas latas de cerveja a utilizarem-se das latas de flandres datam de 1992, sendo que a última a ser produzida pela MM foi a Brahma Beer "bronze", feita para exportação para a América do Sul.

A Latinha de Alumí­nio

         Em 1982, o Brasil já havia se tornado auto-suficiente na fabricação de alumí­nio primário, condição fundamental para a implantação de fábricas de chapas e, consequentemente, de latas de alumí­nio.

         Em 1986, a Alcan Alumí­nio do Brasil Ltda instalou um laminador a quente na sua unidade industrial de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, equipamento único na América Latina, destinado a fabricação de latas de alumí­nio para bebidas gaseificadas. Este investimento foi o primeiro passo para suprir o Paí­s de meios técnicos para a adoção das novas embalagens.

         Em 26 de outubro de 1989, a Latas de Alumí­nio S.A. - Latasa, inicia as atividades comerciais em sua primeira fábrica de latas de alumí­nio do Brasil, em Pouso Alegre (MG).

         Depois de aperfeiçoadas tecnicamente, as chapas de alumí­nio produzidas em Pindamonhangaba pela Alcan passaram pelas avaliações dos laboratórios da Canadense Alcan e da Reynolds americana.

         Em 1990, A LATASA - iniciou as atividades, implantando sua primeira fábrica de latas de alumí­nio no Brasil, em Pouso Alegre, Minas Gerais. Rapidamente, o modelo lançado por esta empresa, substituiu as antigas latas de aço de três peças (tampa, corpo e fundo) por um modelo de apenas duas peças: corpo e tampa.

         Em 1996, a Crown Cork Embalagens S.A. coloca em operação sua fábrica de latas de aluminio em Cabreúva (SP). Neste mesmo ano, a American National Can do Brasil Ltda., então subsidiária da Pechiney, hoje Rexam, instala fábrica de latas de alumí­nio em Extrema (MG). Fundada a Metalúrgica Metalic pela famí­lia Steinbruch no Distrito Industrial do municí­pio de Maracanã na Grande Fortaleza, Ceará.

         Em 1997, a Latapack-Ball Embalagens Ltda. inicia sua fabricação de latas de alumí­nio em unidade industrial localizada em Jacareí­ (SP).

         Em julho de 1998, a Metalic fez um acordo de tecnologia com a SL-CCE, lí­der mundial na tecnologia de fabricação de latas de aço de duas peças, o que lhe permitiu o acesso a um moderno centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia em Bonn, na Alemanha. Primeira fábrica de latas de duas peças em aço para bebidas no Brasil, a Metalic é hoje a única produtora desse material nas Américas e vem se consolidando como a principal fornecedora de embalagens em aço para bebidas para o Nordeste.

        Em julho de 2000 a Rexam adquire a American National can e no Brasil cria a Rexam do Brasil S/A.

         Em 2002, a Metalic é adquirida pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

         No fim de 2003, a Rexam adquiriu o controle da Latasa que estava em mãos do Bradesco, Alcoa e JP Morgan, em uma operação de mais de US$ 400 milhões. Com isso, tornou-se a maior fabricantes do paí­s de latas de alumí­nio.
         Atualmente, a Rexam B.C.S.A. (antiga Latasa e Rexam do Brasil), além da fábrica em Pouso Alegre (MG), tem outras cinco fábricas: Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, com capacidade de produção de 10,6 bilhões de latas/ano, além de uma em construção no Amazonas. A Crown Embalagens tem uma capacidade de produção de 2,1 bilhões de latas/ano. A Latapack-Ball tem capacidade de fabricar 1,75 bilhões de latas/ano. As três empresas juntas têm uma capacidade de produção de mais de 14 bilhões de latas por ano.

         As tampas são produzidas pela Rexam B.C.S.A., Crown Cork e Latapack-Ball e suas fábricas estão localizadas em Suape (PE), Aracajú (SE) e Simões Filho (BA), respectivamente.


Fonte: CERVISIAFILIA

Um vídeo de uma cerveja européia mostrando a evolução ao contrário...assistam, é interessante...rs



Abraços, hããã...vou pegar minha gelada...esse post deu sede...

Ricardo Aguero

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